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Self-Service de BI

Visual Analytics, governança de dados e integração entre áreas

As tendências no mercado digital estão, cada vez mais, evoluindo de forma rápida e abrindo, assim, grandes oportunidades para a indústria.

Falando das ferramentas de BI e Analytics, percebe-se o foco em plataformas de fácil uso, baseadas em auto-serviço (o famoso Self-Service de BI), facilitando a capacitação das pessoas para construir as análises necessárias para compreender como melhorar sua linha de negócio.

Isso está em contraste gritante com o modelo de BI tradicional, que é construído sobre a tecnologia que requer habilidades especializadas e é mais adequado para que a área de TI construa o acesso a dados, análises e dashboards, deixando para os executivos apenas o papel de tomar as ações devidas com base nos resultados.

Porém, com a ascensão dos cientistas de dados e, cada vez mais, a partir da facilidade das ferramentas, houve um aumento de indivíduos capacitados, e mesmo com toda vantagem que isso traz às empresas, também vêm novos riscos aos negócios.

O desafio é compreender e usar bem os benefícios das ferramentas, mas não criar um estado de desordem quando se trata da governança dos dados.

No Fórum de Análises Visuais do Tableau, observamos essas mesmas tendências na apresentação feita por Josh Parenteau, que citou quatro tipos mais comuns de regimes de governança de dados – traçando um paralelo com regimes políticos e usando suas nomenclaturas – e as diferenças entre DataViz e Visual Analytics. Além disso, também conversou sobre as tendências futuras para o mercado de BI.

Na apresentação sobre os regimes de governança de dados, foram mostrados:

Ditadura, que é um modelo onde a expertise necessária para o uso dos dados fica concentrada em um núcleo, formado pelos profissionais de TI, cabendo apenas, aos business users, realizar as ações a partir dos relatórios apresentados;

tableau 1

Anarquia, onde não há organização dos dados, nem uma área e/ou um conjunto de profissionais responsáveis por eles. Ou seja, os dados ficam disponíveis para todos da organização, sem uma governança para seu uso;

tableau 2

Aristocracia, que é muito semelhante a ditadura, porém, com a inserção dos cientistas de dados, que concentram um grande expertise e realizam análises avançadas com os dados disponíveis, porém que somente eles mesmos têm conhecimento para explorar e utilizar essas análises;

tableau 3

Democracia, que consiste no cenário ideal para se trabalhar com dados, onde as áreas de TI e Digital Analytics se integram nos processos, não há um monopólio de informações, e todos são capazes de desenvolver ou compreender as funções ligadas à governança de dados.

tableau 4

Percebemos que, cada vez mais, as ferramentas e os profissionais de BI preocupam-se com essa integração entre áreas tecnológicas e analíticas, e que a diminuição das barreiras entre elas é uma tendência forte no mercado.

Além disso, Parenteau também falou sobre a diferença entre DataViz e Visual Analytics: enquanto o trabalho de DataViz costuma ser guiado pelo usuário dos dados, que decide quais informações necessita ver, o processo de Visual Analytics vai além da criação de visualizações, começando no entendimento de quais dados são importantes para o usuário e envolvendo, além de construções visuais.

Neste evento, foi possível perceber que o trabalho de visual analytics desenvolvido pela DP6 está bastante alinhado com as tendências do mercado: cada vez mais, os profissionais de tech e digital analytics devem estar integrados em suas funções, utilizando ferramentas mais democráticas onde não haja monopolização do conhecimento dos dados, e trabalhando em conjunto para gerar, além de construções visuais, melhores insights em suas entregas.

https://blog.dp6.com.br/visual-analytics-governan%C3%A7a-de-dados-e-integra%C3%A7%C3%A3o-entre-%C3%A1reas-c765aea1cdf1